Rio de Janeiro, RJ | |

Ao mestre com carinho”: gravação do hino da Portela tem a participação dos bambas da azul e branco 

Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira, Teresa Cristina, Marquinhos de Osvaldo Cruz, Mauro Diniz (filho de Monarco), João Diniz (neto de Monarco), Juliana Diniz (neta de Monarco) e integrantes da Velha Guarda Show participaram da gravação do samba, intitulado “Ao mestre, com carinho”.

Desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, o enredo do samba celebra e expõe o legado de Hildmar Diniz (17 de agosto de 1933 – 11 de dezembro de 2021), o Monarco, baluarte da agremiação azul e branca.

Intérprete oficial da Portela, Bruno Ribas pôs a voz principal no samba composto por Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Jefferson Oliveira, Hélio Porto, Orlando Ambrosio, W. Correa e Rafael Gigante. Mas as vozes de Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Diogo Nogueira, Teresa Cristina e cia. Também serão ouvidas na gravação feita para o ainda inédito álbum “Rio Carnaval”, previsto para ser lançado neste último trimestre de 2026 com os sambas das 12 escolas do Grupo Especial do Carnaval carioca.

“Este samba fala de Monarco e da Portela com respeito e naturalidade. Participar desta gravação é uma forma de celebrar tudo o que ele representa”, afirma Paulinho da Viola. “Monarco era mestre dentro e fora do samba. Cantar para ele, na Portela, é cantar uma parte da nossa própria história”, reforça Zeca Pagodinho.

Monarco foi um guardião do passado de glória da escola de samba Portela, o último remanescente da formação clássica da Velha Guarda dessa agremiação, grupo agregado por Paulinho da Viola em 1970.

Ao morrer há cinco anos, aos 88 anos, Monarco se eternizou como um dos símbolos mais nobres da escola, tendo sido integrante da ala de compositores da Portela desde 1955, ano da criação do coletivo de autores da escola, na qual despontou em 1952 com o samba “O passado da Portela”.

No universo azul e branco da agremiação situada na fronteira entre os bairros cariocas de Madureira e Oswaldo Cruz, onde Monarco passou a residir aos dez anos de idade, vindo do município fluminense de Nova Iguaçu (RJ).

Monarco foi compositor talentoso, criador de letras líricas e melodista de estirpe nobre. A discografia solo do cantor e compositor compreende seis álbuns relevantes. O primeiro álbum solo, “Monarco”, foi lançado em 1976, no rastro do sucesso obtido por Martinho da Vila em 1973 pela gravação de “Tudo menos amor”, samba composto Monarco em parceria com Walter Rosa.

O estouro de “Tudo menos amor” abriu as portas do mercado fonográfico para Monarco, que lançou em 1980 o segundo álbum, “Terreiro”, e na sequência gravou disco para o Japão com músicas inéditas. O derradeiro disco solo, “Monarco de todos os tempos”, saiu em 2018 com bela safra autoral de músicas inéditas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Toggle Dark Mode